Touring Italia – Scanno–Roma–Civitavecchia

Posted: Junho 19, 2011 in Europa

Finalmente aqui um dia a prometer céu limpo e calor. Ainda por cima tenho que sair do parque natural através de uma estrada toda cheia de curvas e toda seca! Smile

Só tinha de estar em Civitavecchia às 20h, e era relativamente perto (290 km). Tinha duas opções, demorar 2.30h   ou demorar 5.30h pela Strada Statale. Portanto vamos pelo caminho mais demorado…

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A saída de zona de Abruzzo para norte é brutal com as estradas junto aos lagos e aos rios durante uns quantos km’s e depois subindo uma montanha até ao topo e descendo pelo outro lado com uma paisagem fantástica.

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Numa das paragens daquelas que íamos fazendo para tirar uma foto, penso que devo ter pisado uma zona exclusiva de abelhas (ou um insecto parecido) porque de repente ficámos rodeados delas . Fugimos dali durante uns minutos. Eu teria de tirar a mota dali,… fui lá devagarinho e até a mota me pareceu mais levezinha, foi um instante enquanto a tirei da terra de volta à estrada.

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Saindo dessa zona entramos numa estrada nacional em que a característica montanhosa vai desaparecendo aos poucos.

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Paramos num mini-market duma terreola para comprar pão e acabar de comer o presunto do dia anterior, e ainda são 12h. Já o sol nos está a torrar… os capacetes começam a ferver e a roupa a aquecer. Vamos andado em procura de um sítio abrigado para repousar e almoçar. Encontramos uma seta que aponta para um lago, e acabamos a piquenicar debaixo de uma árvore.

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A estrada continua, sempre nas calmas , com música nos ouvidos a desfrutar das vistas, do sol e a levar com o vento na cara. Um dia impecável.

Vamo-nos aproximando de Roma, faltam cerca de 50 km. Os condutores começam a modificar o comportamento e as ultrapassagens malucas aparecem. E num túnel daqueles intermináveis só com uma faixa, há um tipo que me pressiona o tempo todo coladinho a mim e eu sem espaço para o deixar passar, e a olhar pelo espelho a ver a raiva italiana a crescer aos “S” para eu perceber que ele quer andar mais rápido. Quando o túnel passou a ter duas faixas o italianito ligou o turbo boost e zarpou por ali a fora. Eis que no fim do túnel, estava uma operação da polícia e este senhor estava lá encostado: era a primeira vez que eu via polícia na estrada. Pelo menos apanharam aquele chato.

Continuamos a mesma estrada, e agora com um pouco mais de precaução visto que provavelmente a zona está policiada. Mas depois destes dias ali também eu fiquei um bocadinho italiano e acabo por fazer umas ultrapassagens proibidas aqui e ali (se toda a gente faz, então eu também posso, não é?). Chego a um sítio onde de repente toda a gente abranda porque está um carro na berma da estrada e eu penso “que raio, agora é que lhes dá para abrandarem?” então o que faço é passá-los a todos em contramão. Pelo canto do olho percebo a asneira: era outra operação da polícia e eu feito parvo passei aquilo tudo a acelerar em contramão. “Bonito serviço, pode ser que não me tenham visto”.

Uns quilómetros mais à frente está um senhor de azul de pé no meio da estrada e manda-me encostar. “ ‘Tá tudo lixado” pensei eu. Encosto, e vou olhando para o espelho para ver o carabinieri a aproximar-se de mim. Tiro os óculos escuros, desligo a música dos ouvidos, tiro o capacete e ligo a minha cara de infeliz. O Carabinieri pergunta-me se falo bem italiano e eu digo imediatamente que não. Pode ser que ele não queira tentar fazer conversa e me mande embora. Pede-me documentos, seguro, pergunta-me quem é o “Dos Santos” que aparece no BI, e lá lhe explico que é o meu pai. Examina a mota toda, e diz que posso continuar. “pfffffiuuuuu”   safei-me.

Vou com calminha até às portas de Roma e ainda temos tempo para dar mais uma voltinha antes de irmos para Civitavecchia. Lembrei-me de ir até à fontana de trevi e comer um gelado lá sentado. E assim foi. Entrámos pelo trânsito louco de Roma. Louco é a palavra de ordem, mas isto tudo misturado com uma mota grande e pesada, calor, sol tem logo outras proporções. Depois de muitos semáforos, viragens cortadas, estradas bloqueadas, lá conseguimos estacionar perto da fontana.

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Na minha cabeça quando tive esta ideia imaginei 50 turistas. Mas estavam lá pelo menos uns 500 o que tornou a experiência um pouco desconfortável. Pelo menos o gelado ninguém nos podia negar. Smile

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Depois deste intervalo, só tínhamos de atravessar novamente o trânsito e descobrir e saída de Roma para norte.

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Uma vez na Auto-estrada num instante estávamos em Civitavecchia para apanhar o ferry de volta para Barcelona. O calor ainda apertava e só nos restavam forças para nos sentarmos numa esplanada no porto a olhar para os navios, beber uma “nastro azzurro” e a comer batatas fritas.

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Quando chegou a hora de entrar para o navio, fiquei ao lado de grupo de italianos que iam fazer uma viagem por Espanha e Portugal sempre ao longo da costa, vão passar por Faro, Lisboa e Porto e vão todos em motas Triumph.

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