Touring Italia–Fiuggi – Terracina

Posted: Junho 11, 2011 in Europa

À saída de Fiuggi um dos donos deu-nos dois mapas com caminhos traçados para vermos as atracções turísticas da região. Seguimos em direção a uma vila chamada Collepardo e depois para Alatri. À entrada de Collepardo começou a chover, e a estrada piorou de qualidade da seguinte forma:

“alcatrão bonito” –> “alcatrão que era liso há 10 anos” –> “buracos com alcatrão à volta”.

Como estava de chuva e com ar de continuar assim, seguimos para as grutas de collepardo. Pelos menos ficavamos cobertos enquanto a chuva passava.

As grutas eram supostamente “uma antiga necrópolis da idade do bronze”- isto era o que dizia o papelinho inrformativo que nos deram. Para mim era mais um sítio espectacular onde se ouviam milhares de morcegos ao longe e de vez em quando nos brindavam com um voo.

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Saídos da toca dos morcegos, a chuva continuava. Por isso toca de seguir caminho rapidamente e refazer a estrada antiga que nos tínha trazido antes que o tempo piore.

Próximo destino: Alatri. Estrada nacional num sábado tem um nível de condução italiana ainda mais irrequieto do que o habitual. Como estava de chuva eu ia mais devagar, e pelo retrovisor vi inumeras caras a ficarem nervosas e que eventualmente quebravam uma linha contínua para me passarem à frente. Quando cheguei a Alatri subi até ao alto da localidade, sob chuva. Acabámos por não ver interesse nenhum naquela vila e decidimos continuar caminho para algum sítio onde fizesse sol. E foi precisamente o caminho de saída é que me deixou a transpirar. Era uma calçada polida e antiga toda molhada, a descer, íngreme. Eu com a fjr toda pesadona se tivesse de travar um bocadinho com mais força era quase certo que ia derrapar um bocado e a coisa podia correr mal. Ainda dei uma volta a ver se encontrava caminho alternativo, mas nada. “aqui vamos nós, devagarinho”. O caminho começava com uma curva apertada à direita a descer, bem inclinado. Faço a curva por fora sempre junto à parede e nisto vejo que atrás de mim está mais um italiano nervoso a querer passar – “espero que ele compreenda que preciso de ir com calma”, mas não! Passou por dentro na curva, eu tive de aplicar os travões e encostar o pneu a uma parede para não ser abalroado pelo tipo. Só me restava chamar-lhe uns quantos nomes que ele não iria ouvir, ou muito menos perceber. Mas tinham de ser ditos. E assim foi.

Chegava de chuva e de aldeias históricas, quero ir para onde tiver Sol – Terracina. Não sei porquê mas imaginei grande cidade balnear com linda praias e edificios com pinta juntos ao mar. Meti no gps a morada do hotel que reservámos, e eis que quando chego ao local não vejo hotel nenhum. Só oficinas, prédios degradados, um rio com poluição a mais, e mau aspecto geral que não me inspirava grande segurança. Como não encontrava o hotel fui confirmar a morada ao papel que tinha impresso em casa antes de vir. Era ali, mas eu não o via. Até que vejo a situação toda. O hotel era um terceiro andar do prédio mais sujo da zona, com um acesso numas escadas exteriores dignas de um filme de cartéis de droga. Dormir ali ou numa pensão no casal ventoso para mim não teria tido grande diferença, por isso optámos por nos pisgar e ir procurar algo mais junto ao mar.

Terracina tem uma marginal junto à praia que é algo engraçada, mas nada de especial, sentados no muro da praia enquanto comíamos uma sandes decidimos ir andando pela estrada até encontrar um sítio em que nos agradasse dormir e que estivesse dentro do orçamento.

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Eventualmente encontrámos uma zona de vários parques de campismo pequenos junto ao mar. Fomos perguntando preços de bungalows até que um dos parques tinha, não um bungalow, mas uma roulote para arrendar. E que pinta de roulotte que tem um exterior com mil vezes melhor aspecto do que o hotel anterior!

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Ainda tivemos direito a uma tarde de praia, seguida de um petisco impovisado com mercearias do parque.

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Comentários
  1. AC diz:

    Vocês são muito loucos!!! 🙂
    Excelente a viagem e as crónicas!
    Continuação de boa viagem!

  2. Pedro Esteves diz:

    Já vi que precisas de umas aulas de condução agressiva, para ensinar a esses macarronis como se conduz.
    Bjos e abraço

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