Touring Italia–Firenze–Siena-Fiuggi

Posted: Junho 10, 2011 in Europa

De manhã saímos de Firenze com o plano de ir fazer uma estrada estatal pelo meio da Toscânia em direcção a Sul passando pelas vinhas Chianti e por Siena. Depois seria só fazer quilómetros em direcção ao Sul em busca do tempo quente. Temos tido sorte com a meteorologia: não tá frio nem calor, o sol vai aparencendo pelo meio das nuvens que às vezes ameaçam mas que não têm pingado. Saíndo do trânsito e da confusão dos acessos a Firenze: Já me tinham avisado sobre a condução dos italianos, mas eu não ligo muito a esse tipo de avisos sobre a condução dos outros povos. Mas estes gajos são mesmo do pior, sinais vermelhos, traços contínuos, limites de velocidades, ultrapassagens perigosas, andar em contra-mão no meio da cidade com um separador de cimento que separa os sentidos – sim já vi isto tudo aqui, e até agora ainda só os consigo imitar numa ou outra coisa. Em verdade, em Firenze fui ultrapassado por uma freira num fiat punto de 1ª geração, e a rua só tinha um sentido e eu tive de me desviar para dar espaço à manobra da senhora. Rendo-me à loucura do que tenho visto.

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Entramos noutra “strada del vinho”, desta vez é na zona dos produtores de vinho chianti. Vamos até uma vilazinha chamada “Greve in Chianti” e a partir daí apanhei a melhor estrada até ao momento e felizmente toda capturada em vídeo para mais tarde recordar. Paisagem de montanha com árvores dos dois lados da estrada e com um conjunto de curvas fenomenal. Nesta zona só avistei um grupo de motas italianas, que pareciam andar também a dar uma voltinha pela zona, até porque depois os vi parados a consultar mapas, daí achar que não fossem locais. De resto a estrada esteve sempre vazia só para mim à excepção de um senhor num carro que não gostou que o tivesse ultrapassado e veio durante uns 5 ou 6 km sempre coladinho a mim. Eu tinha de me redimir e pelo menos tentar manter o ritmo dos italianos. E assim foi até que nos despedimos e fomos por caminhos separados. A freira marcou pelos italianos, mas nós marcámos pelos portugueses.

Chega de corridas, entrámos por uma estrada que atravessava uma vinha e aí a paisagem muda logo de cores. De repente fica tudo amarelo, verde e azul e as casas em cor de terra.

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Continuamos a andar até que chegamos a Siena com destino ao centro histórico. À entrada vejo um estacionamento para motas plano, seguido de uma subida íngreme cheia de scooters. A parte plana ainda é longe do centro, e na subida não ia conseguir estacionar as centenas de quilos que a minha mota traz. Ignoro o sinal de proibida a passagem a veículos e outras coisas e continuo, no fim da subida estou de repente no meio de um grupo de 50 ou 60 turistas que andam a pé atrás do guia, e penso “se calhar não é suposto eu estar aqui”. Procuro rapidamente um sítio onde esconder a mota e enfio-me numa rua estreita passando no meio de uma esplanada e muito rapidamente tento estacionar debaixo de um arco onde estava mais escuro. Ali parecia um sítio bom e não iria dar nas vistas. Nisto vem um velhote de bengala e oculos escuros em direcção à parede onde eu tinha escostado e pensei logo “raios que agora tou no caminho de um cego, sou uma pessoa horrível”, mas afinal não era o caso. Assim que o senhor olha para mim balbucia qualquer coisa que não percebi e faz um gesto de como quem está a disparar tiros,… na minha direcção, na minha cara. Depois começou a alternar entre o gesto de “dinheiro” e os “tiros”, e de repende ele dá-me uma pancada das costas, ri-se e vai-se embora com um “ciao”.

Pisgo-me a pé e fico a pensar que se calhar não devia deixar a mota ali, olho para trás e já estão dois tipos de volta dela. E dizem-me eles ao longe, “estamos só a ver”… volto atrás e pergunto-lhes se há problema de deixar ali. Claro que dizem muito prontamente que a policia andava por lá e que a multa era pesada. Indicam-me então o melhor sítio para estacionar – lá em baixo na zona plana. eheh

Depois de voltarmos a subir, desta vez a pé, encontramos muito rapidamente o sítio que me tinha cá trazido – a praça central com a torre de la mangia. Esta praça tal como ouvi um guia turístico a dizer “são notas musicais da arquitectura”. É uma praça que representa uma época política muito diferente, antes de Itália estar unificada, enquanto Siena era ainda a capital da região. Os edifícios seguem um desenho muito cuidado e com alguns detalhes muito giros.

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Eu queria subir à torre, mas como as escadas são muito estreitas, um grupo de pessoas só pode subir depois de todos os do grupo anterior descerem. Como bom turista esperei 20 minutos de pé num fila, pelo grupo de reformados americanos que ali andavam e vinham num cruzeiro pelo mediterrâneo. Quando pudemos começar a subir é que percebi a dificuldade. São cerca de 80 degraus, mas duros de subir e sempre a a rodar para a direita. Primeiro vem o cansaço, depois a tontura. E depois chega-se ao  topo para uma das melhores vistas panorâmicas.

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Continuámos o resto da tarde por Siena, visitando alguns locais de culto.

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Dali para fora traçamos destino para Fiuggi. 300 km para Sul. Apanhámos a A1 Italiana, onde reina a mesma confusão ao volante que já tínhamos resenciado, mas com mais velocidade. Não percebi se o limite de velocidade era 110 ou 120 até porque não vi um único sinal de limite. Mas claramente ninguém anda a essas velocidades. A certa altura já perto de Roma, onde o trânsito ficou mais denso, reparo que salta de um carro um lenço preto e que se eleva no ar e fica a pairar por cima da faixa em que íamos. Pensei mais ou menos isto “olha um lenço preto a voar e a vir na minha direcção, vou-me baixar ligeiramente porque não quero que me acerte, … já está mesmo perto… aquilo não é um lenço… F$!”-S3 aquilo é um pneu rasgado”   e certamente que nos tería acertado se estivessemos 2 metros mais atrás.

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Entretanto chegou a nossa saída e pagámos por 300 km de possivelmente uma das melhores AE’s de Itália: 13 euros. Lisboa-Porto custa o dobro?

Fiuggi foi uma autêntica surpresa, porque não sabíamos nada sobre esta vila, e apenas a escolhemos como ponto de dormida, mas trata-se de uma vila termal com história e com um centro histórico muito bem preservado.

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Os donos do hotel onde fiquei foram do mais simpático que já vi. Vieram-me receber à chegada e assim que disse o meu nome ouvi “ah de Portugal! fabuloso!”. Depois de perguntar se podia estacionar ali à porta, não só disseram que sim, como ainda insitiram para que estacionasse na zona privada/coberta da casa deles. Um hotel gerido por uma família e fomos tratados como se estivessemos em família. (Hotel Verdi – Fiuggi). As nossas noites têm terminado gastronomicamente bem compostas, por isso nada como repetir o prato das ultimas 2 noites – pizza. Mas desta vez acompanhado de um Chianti que nos deixou a rir para o resto da noite.

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Comentários
  1. Liliana Pedro diz:

    Para a próxima já vais pensar duas vezes, quando ouvires falar da condução em outros paises ahahahah

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