Quinta feira passada depois de há muito tempo ausentes, voltámos a aparecer nas docas para mais um copo entre amigos…

PS: Podem ver aqui em HD.

Touring Italia – short film

Posted: Agosto 8, 2011 in Uncategorized

Para quem seguiu as fotos e gostou aqui ficam mais umas imagens da última viagem, desta vez em filme:
em HD tem mais piada por isso cliquem aqui:

Touring Italia – Percurso

Posted: Junho 20, 2011 in Europa

Aqui fica também o mapa com o percurso final que foi feito:

Correu tudo impecável.

Andámos cerca de 4000 km e teria andando mais se tivesse tido mais tempo.

Fica aqui o mapa do percurso da parte de Itália.

Touring Italia – Barcelona-Lisboa

Posted: Junho 19, 2011 in Europa

O tempo passado a bordo do “cruise roma” serviu essencialmente para domir, comer e ver filmes.

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O navio desembarcou em Barcelona já eram 19h. Foi o suficiente para irmos para um hostel na Gran Via, e sairmos para ir até ao centro comer e beber qualquer coisa.

É a nossa última noite da viagem numa cidade grande por isso temos de celebrar. Acabámos por nos instalar na Placa reial a comer tapas e a beber cervejas e chupitos. O plano original seria no dia seguinte ir até cuenca e dormir por lá. Mas com tapas e cervejas os planos mudam por isso decidimos “vamos é acordar às 5 da manhã e seguir directos para Lisboa”.

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De volta para o hostel, com o calor ainda parei numa esplanada para beber mais um copo e apreciar a vida da avenida. O problema de se dormir num hostel, versus um hotel, é que aqui ouve-se muito mais o barulho dos outros, e tipicamente há sempre alguém que vem mais tarde e mais embriagado. Eram 4h e entra no apartamente um grupo de britânicos que falando alto e a ouvir música não me deixaram mais pregar olho, e às 5h toca o nosso despertador.

Rapidamente nos apressamos para aproveitar o fresco da madrugada e desatar a fazer km’s.

Conseguimos chegar à saída Madrid às 13h, fazemos um pit stop para comer um hamburguer e beber um café e continuamos caminho em direcção a Badajoz. Ali algures a meio do deserto espanhol já a cabeça da Patrícia tombava contra as minhas costas, e eu também já com dificuldade em manter os olhos abertos, acabo por desistir e paro numa estação de serviço da Autovia. O meu corpo estava a pedir por umas horas de sono urgentemente. Sentei-me numa mesa à sombra, descalcei as botas e tombei a cabeça por cima do tampo. Voltei a acordar 30 minutos depois. Molhei a cabeça, bebi um café e comi um Magnum. Preparei uma setlist de metal e estava pronto aguentar o resto do caminho.

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E assim foi. Chegámos a Portugal por volta das 19h. O alentejo da zona de Borba em diante realmente dá uma coça paisagística em muitos dos locais em que passei, especialmente com o Sol a descer. Fiz a A6 praticamente toda sozinho com o sol de frente e o melhor do alentejo para ver. Os últimos 200km já são feitos com um misto de dores no corpo, sede e vontade de chegar ao destino.

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21h: “chegou ao seu destino”. Sãos e salvos com um saco cheio de memórias. Não podia pedir mais do que isto. SANY0021

Finalmente aqui um dia a prometer céu limpo e calor. Ainda por cima tenho que sair do parque natural através de uma estrada toda cheia de curvas e toda seca! Smile

Só tinha de estar em Civitavecchia às 20h, e era relativamente perto (290 km). Tinha duas opções, demorar 2.30h   ou demorar 5.30h pela Strada Statale. Portanto vamos pelo caminho mais demorado…

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A saída de zona de Abruzzo para norte é brutal com as estradas junto aos lagos e aos rios durante uns quantos km’s e depois subindo uma montanha até ao topo e descendo pelo outro lado com uma paisagem fantástica.

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Numa das paragens daquelas que íamos fazendo para tirar uma foto, penso que devo ter pisado uma zona exclusiva de abelhas (ou um insecto parecido) porque de repente ficámos rodeados delas . Fugimos dali durante uns minutos. Eu teria de tirar a mota dali,… fui lá devagarinho e até a mota me pareceu mais levezinha, foi um instante enquanto a tirei da terra de volta à estrada.

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Saindo dessa zona entramos numa estrada nacional em que a característica montanhosa vai desaparecendo aos poucos.

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Paramos num mini-market duma terreola para comprar pão e acabar de comer o presunto do dia anterior, e ainda são 12h. Já o sol nos está a torrar… os capacetes começam a ferver e a roupa a aquecer. Vamos andado em procura de um sítio abrigado para repousar e almoçar. Encontramos uma seta que aponta para um lago, e acabamos a piquenicar debaixo de uma árvore.

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A estrada continua, sempre nas calmas , com música nos ouvidos a desfrutar das vistas, do sol e a levar com o vento na cara. Um dia impecável.

Vamo-nos aproximando de Roma, faltam cerca de 50 km. Os condutores começam a modificar o comportamento e as ultrapassagens malucas aparecem. E num túnel daqueles intermináveis só com uma faixa, há um tipo que me pressiona o tempo todo coladinho a mim e eu sem espaço para o deixar passar, e a olhar pelo espelho a ver a raiva italiana a crescer aos “S” para eu perceber que ele quer andar mais rápido. Quando o túnel passou a ter duas faixas o italianito ligou o turbo boost e zarpou por ali a fora. Eis que no fim do túnel, estava uma operação da polícia e este senhor estava lá encostado: era a primeira vez que eu via polícia na estrada. Pelo menos apanharam aquele chato.

Continuamos a mesma estrada, e agora com um pouco mais de precaução visto que provavelmente a zona está policiada. Mas depois destes dias ali também eu fiquei um bocadinho italiano e acabo por fazer umas ultrapassagens proibidas aqui e ali (se toda a gente faz, então eu também posso, não é?). Chego a um sítio onde de repente toda a gente abranda porque está um carro na berma da estrada e eu penso “que raio, agora é que lhes dá para abrandarem?” então o que faço é passá-los a todos em contramão. Pelo canto do olho percebo a asneira: era outra operação da polícia e eu feito parvo passei aquilo tudo a acelerar em contramão. “Bonito serviço, pode ser que não me tenham visto”.

Uns quilómetros mais à frente está um senhor de azul de pé no meio da estrada e manda-me encostar. “ ‘Tá tudo lixado” pensei eu. Encosto, e vou olhando para o espelho para ver o carabinieri a aproximar-se de mim. Tiro os óculos escuros, desligo a música dos ouvidos, tiro o capacete e ligo a minha cara de infeliz. O Carabinieri pergunta-me se falo bem italiano e eu digo imediatamente que não. Pode ser que ele não queira tentar fazer conversa e me mande embora. Pede-me documentos, seguro, pergunta-me quem é o “Dos Santos” que aparece no BI, e lá lhe explico que é o meu pai. Examina a mota toda, e diz que posso continuar. “pfffffiuuuuu”   safei-me.

Vou com calminha até às portas de Roma e ainda temos tempo para dar mais uma voltinha antes de irmos para Civitavecchia. Lembrei-me de ir até à fontana de trevi e comer um gelado lá sentado. E assim foi. Entrámos pelo trânsito louco de Roma. Louco é a palavra de ordem, mas isto tudo misturado com uma mota grande e pesada, calor, sol tem logo outras proporções. Depois de muitos semáforos, viragens cortadas, estradas bloqueadas, lá conseguimos estacionar perto da fontana.

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Na minha cabeça quando tive esta ideia imaginei 50 turistas. Mas estavam lá pelo menos uns 500 o que tornou a experiência um pouco desconfortável. Pelo menos o gelado ninguém nos podia negar. Smile

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Depois deste intervalo, só tínhamos de atravessar novamente o trânsito e descobrir e saída de Roma para norte.

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Uma vez na Auto-estrada num instante estávamos em Civitavecchia para apanhar o ferry de volta para Barcelona. O calor ainda apertava e só nos restavam forças para nos sentarmos numa esplanada no porto a olhar para os navios, beber uma “nastro azzurro” e a comer batatas fritas.

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Quando chegou a hora de entrar para o navio, fiquei ao lado de grupo de italianos que iam fazer uma viagem por Espanha e Portugal sempre ao longo da costa, vão passar por Faro, Lisboa e Porto e vão todos em motas Triumph.

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Touring Italia–Benevento–Scanno

Posted: Junho 18, 2011 in Europa

Voltámos ao interior de Itália. Saímos de Benevento em direcção a norte.O dia começou com calor e sol, que à medida que fomos subindo se foi transformando em nuvens cinzentas e um tempo mais frio.

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A paisagem começou lentamente a transformar-se. Apareceram os campos cultivados, as árvores e as estradas mudaram de aspecto.

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Assim que nos aproximámos do parque nacional de abruzzo as montanhas apareceram e com elas as curvas, e infelizmente também a chuva que nos acompanhou até cerca de 30 km do nosso destino.

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30 km de estrada de montanha representam 1 hora de caminho, mas sempre com uma paisagem fabulosa, entre árvores ou com vista para vales enormes completamente verdes.

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Lentamente aparecem os avisos de neve, os postes à beira da estrada para sinalização das estradas em tempo de inverno. No cimo dos montes as barreiras anti-avalanche, e aqui e ali as cadeirinhas para aquilo que são as pistas de ski durante o inverno.

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Chegamos a Scanno, e continuamos para a zona do lago onde supostamente é o hotel onde ficamos. Sempre a descer até que encontramos uma zona verde e um lago espelhado.

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Depois de um bocadinho para relaxar as pernas e ver os patos a lutarem por bocados de pão que alguém lhes dá, decidimos voltar a Scanno e eis que encontramos uma aldeia típica das montanhas com bastante história, capacidade para turismo e com uma tendência para se vir a tornar numa estância de ski.

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Depois de Scanno damos uma volta até uma pequena localidade chamada Frattura de onde temos uma vista panorâmica para o lago e para o vale. Scanno aparece nesta foto mais abaixo (1050m alt.) e o pico das montanhas locais fica a +/- 2200 m.

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Deu-nos a fome mas deparámo-nos com um hábito que já tinhamos encontrado anteriormente noutras localidades. Tal como em Espanha também aqui se pratica um período de almoço alargado. As lojas fecham às 12 e reabrem às 16.30. Demos todas as voltas possíveis à aldeia para fazer tempo e esquecer a fome até que finalmente alguém abriu uma mercearia.  Mais uma vez os italianos são os reis dos enchidos. Compramos pão e presunto e vamos comer para a beira do lago.

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Eventualmente o tédio das pequenas aldeias apodera-se de nós. Por isso voltamos à mota, e acabamos por passar 2 horas a fazer estrada de montanha e a desfrutar das dezenas de curvas em gancho (tornantes) que aqui há.

 

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Ao final da tarde voltamos ao lago onde nos juntamos a um grupo de 4 locais a beber uma cerveja e a desfrutar do sol que brilha sobre o lago. E pela primeira vez quando digo que somos de Portugal não surge logo o Cristiano Ronaldo como referência, mas sim o Sr. Mourinho. Smile

 

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Despedimo-nos de Ischia por volta das 11.

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Todas as previsões tinham apontado para chuva para o resto do dia que iniciaria supostamente às 12, mas já era 13 quando chegámos ao porto de Puzzuoli e o céu continuava com azul. Por isso continuámos para Sul em direcção a Amalfi.

A estrada que percorre a costa de Amalfi tem fama de ser muito divertida de se fazer de mota, já tinha lido num site italiano que teria a melhor curva de Itália, um pouco exagerado mas podia ser um bom sinal de uma estrada bem construída e com muitas curvas. Seria um desastre de repente comecasse a chover, porque sendo junto ao mar é sempre mais escorregadia do que o normal. Por isso fomos andando sem parar para almoçar.

A estrada dura cerca de 30/40 km e demorou entre 2 a 3 horas a completar. É de facto fantástica. É uma colecção de curvas que nunca acaba, simplesmente não existem rectas. A vista é ainda melhor, mar azul do início ao fim.

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A meio da tarde já as nuvens começavam a carregar o céu, fomos apressando o passo para ver saíamos daquela estrada antes da chuva rebentar. Assim que a estrada termina, e entro da via rápida que me levaria da zona de Salerno até Benvento, rebenta uma carga de água com trovoada. Mas uma senhora carga de água, até me doiam as pingas que batiam no casaco. A via rápida ficou rapidamente alagada e passei 30 minutos a levar com a água que os camiões levantavam. Assim que encontrei uma bomba de gasolina, tive de parar para trocar de luvas, voltar a por os forros do casaco e proteger um bocado melhor o cano das botas que já tinha deixado entrar água.

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Continuamos caminho para Benevento. Assim que lá chegamos e estacionamos,… fica sol. Menos mal, depois de uma troca de roupa ainda conseguimos explorar a vila.

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Touring Italia–Terracina–Ischia

Posted: Junho 14, 2011 in Europa

Continuamos mais para sul, traçamos caminho para Puzzuoli para irmos de ferry para a ilha de Ischia.

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Como estavamos num Domingo, o trânsito estava todo na rua. Milhares de motas, sobretudo scooters, andam a passear na mesma estrada que percorremos. O pedaço de estrada até Gaeta foi muito giro, sempre junto ao mar com vista para as praias e as falésias. Gaeta tinha aspecto de ter umas praias engraçadas, mas não havia tempo para grandes paragens porque queriamos apanhar o ferry das 13.30, o seguinte só seria ao fim do dia.

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Depois teria tido potencial para ser um tédio até puzzuoli, não fossem os italianos sempre a deixar-me de boca aberta com a condução sem-regras.

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Foi em movimento mas dá para perceber a normalidade da condução italiana que é às dezenas. Depois existem ainda os casos de excessos… que são realmente piores.

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Nesta zona vi aumentar o negócio de venda mozarella de Búfala, em todo o lado se vê um negócio de “verdadeira mozzarella”. Mais à frente finalmente vi que existiam mesmo búfalos. Digo isto porque nunca tinha visto búfalos nesta zona, e já começava a desconfiar. Smile

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Passado uma hora chegamos ao porto de Puzzuoli, o dia está quente e eu todo de preto… depois de encontrar as bilheteiras e comprar os bilhetes só nos resta esperar 1 hora pelo embarque. Vamos dar uma volta para comer qualque coisa e vemos um bar que tinha montes de motas à porta e pessoal à porta, e dissemos “vamos até ali beber qualquer coisa” Quando chego à porta parece-me uma espécie de fast-food, pousamos os casacos e capacetes à porta num banco de rua, e eu vou lá dentro com a carteira na mão já com toda a vontade de comer um hamburguer ou uma sandes. De repente, lá dentro, olho para umas dez televisões que passavam desde corridas até jogos de futebol… e a bancada de atendimento era ligeiramente diferente do que estava à espera. De repente fez-se luz… pois isto dizia “Better” à porta, mas não é porque a comida seja melhor, é porque é uma casa de apostas.

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Ao chegar ao embarque aproximo-me de um dos funcionários da empresa e pergunto-lhe qual era a fila para Ischia. Ele pergunta-me de onde vimos, “Portugal”, e oiço “de onde?” mesmo em português. É italiano mas tinha trabalhado no algarve algum tempo. Trocámos uns minutos de conversa sobre a ilha com um misto de línguas e ele termina empregando com um sotaque perfeito “f0$4-53 cum c4r4lh#!!!”   rimo-nos imenso e mandou-nos para o ínicio da fila para sermos os primeiros a embarcar.

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A viagem dura cerca de 2 horas, e temos tempo para descansar os pés e aproveitar o vento marítimo a bater na cara e olhar para as gaivotas que acompanham o navio.

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À medida que nos vamos aproximando da ilha, dá para ver a cor verde que predomina aqui. É uma ilha com propriedades vulcânicas e acaba por ter bastante humidade e favorece o crescimento de muita vegetação. Assim que saímos do barco entramos noutro tipo de itália, com outro tipo de influências, clima e pessoas. A estradas são montanhosas, subidas íngremes, descidas inclinadas com curvas apertadas mas rapidamente chegamos ao hotel.

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Depois de a custo estacionar a mota numa ladeira inclinada, vieram-nos buscar as bagagens à mota… Passamos pela piscina, entramos na recepção e depois de deixar os documentos, levam-nos ao quarto, assim que entro penso “epah que pinta, isto é diferente do habitual” e assim que nos acendem a luz fico logo com aquela expressão na cara de “tá qualquer coisa errada”.

Não é que alguma coisa estivesse mal, mas não era possível que aquilo que eu tinha reservado fosse isto. O quarto tem talvez uns 50 m2 , uma cama 2mx2m com um plasma de 50” aos pés, dois duches grandes, um wc bem grande, e uma sala de estar com mobiliário nobre e um piano. Penso que terá sido o piano que me fez pensar “isto não custa o que estou a pensar”. E depois lá fui até à recepção, onde verificaram que havia um erro da parte deles,mas que podiamos continuar naquele quarto ao preço do “quarto duplo económico”. Ficamos portanto na Royal Suite cá do sítio.

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Depois de um mergulho na piscina para refrescar as ideias, decidimos tentar ir jantar na vila. Curiosamente não é fácil estacionar uma mota grande por aqui e depois de umas quantas voltas ficamos ao pé de uma praia, a praia dos pescadores. Era a noite de Santo António, tanto em Lisboa como aqui! Portanto há festarola! A igreja estava a abarrotar de gente, e durante haveria arraial. Ficámos na zona para comer qualquer coisa na festa enquanto ouvimos os melhores êxitos do Elvis.

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Dia seguinte: é 13 de Junho e vamos ficamos aqui o dia todo, partiremos amanhã. De manhã arrumamos a sacola e vamos dar uma volta pela ilha. Primeiro destino, subir o Monte epomeo, antigo vulcão da ilha. Segue-se uma subida de estrada de montanha sempre em 2ª e em 3ª com imensas curvas em gancho e com trânsito nos dois sentidos. Chegamos até à aldeia mais próxima e viramos para o acesso ao monte, mais uns quilómetros de estrada interior até chegar ao ponto máximo acessível de mota. Estrada íngreme e transpiro mais um bocadinho para deixar a mota estacionada num sítio em que não deslize. O aviso na estrada diz que falta 1,5 km para o topo, mas são sempre a subir. No início da subida há a hipótese de comprar uma subida sentado num burro. Open-mouthed smile

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A natureza aqui já é mais densa, e de vez em quando aparecem uns lagartos para espreitar o que se passa.

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Passados 20 minutos estavamos no topo. Cheio de nuvens não conseguimos ter a vista que é esperada, num dia bom consegue-se ver a baía de Nápoles, as ilhas ao redor e a própria ilha.

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Durante a subida fomos sempre encontrando grupos de turistas que também queriam ir ao topo. Já no topo ficámos uns minutos com um grupo de Austríacos, já mais velhos, que estava a brindar algo do interior de uma garrafa pessoal. Depois de nos pedirem para lhes tirar uma foto lá trocámos informações, eles vinham de Innsbruck e um deles ainda com a garrafa na mão diz “Schnaps?” e eu digo “Ia !”  e servem-nos dois shots e dizem algo do estilo “bota-abaixo”. Era Schnaps caseira de um deles, e sabia mesmo muito bem. Separámo-nos aí e nós viemos descendo. Do cimo avistámos uma praia que parecia ter bom aspecto por isso fomos até lá.

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Chego à mota, sento-me, viro a chave, ignição e …. nada. Talvez tivesse sido do ângulo de inclinação, tinha bateria, simplesmente não respondia ao botão de ignição. Já que estava numa estrada inclinada, transpirei mais um bocadinho para por a mota virada para a descida, sentei-me com a primeira engrenada, embraiagem a fundo, deixei-me descer uns 15 metros até ganhar velocidade, largei a mão esquerda e “vroooom”. Não voltou a acontecer e espero que não volte. Smile Filmei um vídeozinho com o resto da descida, depois faço uma compilação.

Encontrámos a praia, deu para um mergulho, e continuámos caminho, sempre ao longo do mar.

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Encontrei uma vila  muito gira onde estacionámos para procurar algo pra comer. Depois de dar umas voltas encontrei uma mercearia que para além dos produtos habituais, tinha uma grande variedade de produtos tipicos da região. O dono fez-nos duas sandes de mozarella com presunto e uma mistura de tomates cortados com ervas que valeram para o resto do dia (grandes…).

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Depois foi só continuar até à vila principal, que se chama igualmente Ischia.

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Demos umas voltas pela vila, umas fotos aqui e ali e fechámos o dia com uns mergulhos no mar.

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Amanhã partimos cedo. Arriverdeci Ischia.

À saída de Fiuggi um dos donos deu-nos dois mapas com caminhos traçados para vermos as atracções turísticas da região. Seguimos em direção a uma vila chamada Collepardo e depois para Alatri. À entrada de Collepardo começou a chover, e a estrada piorou de qualidade da seguinte forma:

“alcatrão bonito” –> “alcatrão que era liso há 10 anos” –> “buracos com alcatrão à volta”.

Como estava de chuva e com ar de continuar assim, seguimos para as grutas de collepardo. Pelos menos ficavamos cobertos enquanto a chuva passava.

As grutas eram supostamente “uma antiga necrópolis da idade do bronze”- isto era o que dizia o papelinho inrformativo que nos deram. Para mim era mais um sítio espectacular onde se ouviam milhares de morcegos ao longe e de vez em quando nos brindavam com um voo.

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Saídos da toca dos morcegos, a chuva continuava. Por isso toca de seguir caminho rapidamente e refazer a estrada antiga que nos tínha trazido antes que o tempo piore.

Próximo destino: Alatri. Estrada nacional num sábado tem um nível de condução italiana ainda mais irrequieto do que o habitual. Como estava de chuva eu ia mais devagar, e pelo retrovisor vi inumeras caras a ficarem nervosas e que eventualmente quebravam uma linha contínua para me passarem à frente. Quando cheguei a Alatri subi até ao alto da localidade, sob chuva. Acabámos por não ver interesse nenhum naquela vila e decidimos continuar caminho para algum sítio onde fizesse sol. E foi precisamente o caminho de saída é que me deixou a transpirar. Era uma calçada polida e antiga toda molhada, a descer, íngreme. Eu com a fjr toda pesadona se tivesse de travar um bocadinho com mais força era quase certo que ia derrapar um bocado e a coisa podia correr mal. Ainda dei uma volta a ver se encontrava caminho alternativo, mas nada. “aqui vamos nós, devagarinho”. O caminho começava com uma curva apertada à direita a descer, bem inclinado. Faço a curva por fora sempre junto à parede e nisto vejo que atrás de mim está mais um italiano nervoso a querer passar – “espero que ele compreenda que preciso de ir com calma”, mas não! Passou por dentro na curva, eu tive de aplicar os travões e encostar o pneu a uma parede para não ser abalroado pelo tipo. Só me restava chamar-lhe uns quantos nomes que ele não iria ouvir, ou muito menos perceber. Mas tinham de ser ditos. E assim foi.

Chegava de chuva e de aldeias históricas, quero ir para onde tiver Sol – Terracina. Não sei porquê mas imaginei grande cidade balnear com linda praias e edificios com pinta juntos ao mar. Meti no gps a morada do hotel que reservámos, e eis que quando chego ao local não vejo hotel nenhum. Só oficinas, prédios degradados, um rio com poluição a mais, e mau aspecto geral que não me inspirava grande segurança. Como não encontrava o hotel fui confirmar a morada ao papel que tinha impresso em casa antes de vir. Era ali, mas eu não o via. Até que vejo a situação toda. O hotel era um terceiro andar do prédio mais sujo da zona, com um acesso numas escadas exteriores dignas de um filme de cartéis de droga. Dormir ali ou numa pensão no casal ventoso para mim não teria tido grande diferença, por isso optámos por nos pisgar e ir procurar algo mais junto ao mar.

Terracina tem uma marginal junto à praia que é algo engraçada, mas nada de especial, sentados no muro da praia enquanto comíamos uma sandes decidimos ir andando pela estrada até encontrar um sítio em que nos agradasse dormir e que estivesse dentro do orçamento.

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Eventualmente encontrámos uma zona de vários parques de campismo pequenos junto ao mar. Fomos perguntando preços de bungalows até que um dos parques tinha, não um bungalow, mas uma roulote para arrendar. E que pinta de roulotte que tem um exterior com mil vezes melhor aspecto do que o hotel anterior!

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Ainda tivemos direito a uma tarde de praia, seguida de um petisco impovisado com mercearias do parque.

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De manhã saímos de Firenze com o plano de ir fazer uma estrada estatal pelo meio da Toscânia em direcção a Sul passando pelas vinhas Chianti e por Siena. Depois seria só fazer quilómetros em direcção ao Sul em busca do tempo quente. Temos tido sorte com a meteorologia: não tá frio nem calor, o sol vai aparencendo pelo meio das nuvens que às vezes ameaçam mas que não têm pingado. Saíndo do trânsito e da confusão dos acessos a Firenze: Já me tinham avisado sobre a condução dos italianos, mas eu não ligo muito a esse tipo de avisos sobre a condução dos outros povos. Mas estes gajos são mesmo do pior, sinais vermelhos, traços contínuos, limites de velocidades, ultrapassagens perigosas, andar em contra-mão no meio da cidade com um separador de cimento que separa os sentidos – sim já vi isto tudo aqui, e até agora ainda só os consigo imitar numa ou outra coisa. Em verdade, em Firenze fui ultrapassado por uma freira num fiat punto de 1ª geração, e a rua só tinha um sentido e eu tive de me desviar para dar espaço à manobra da senhora. Rendo-me à loucura do que tenho visto.

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Entramos noutra “strada del vinho”, desta vez é na zona dos produtores de vinho chianti. Vamos até uma vilazinha chamada “Greve in Chianti” e a partir daí apanhei a melhor estrada até ao momento e felizmente toda capturada em vídeo para mais tarde recordar. Paisagem de montanha com árvores dos dois lados da estrada e com um conjunto de curvas fenomenal. Nesta zona só avistei um grupo de motas italianas, que pareciam andar também a dar uma voltinha pela zona, até porque depois os vi parados a consultar mapas, daí achar que não fossem locais. De resto a estrada esteve sempre vazia só para mim à excepção de um senhor num carro que não gostou que o tivesse ultrapassado e veio durante uns 5 ou 6 km sempre coladinho a mim. Eu tinha de me redimir e pelo menos tentar manter o ritmo dos italianos. E assim foi até que nos despedimos e fomos por caminhos separados. A freira marcou pelos italianos, mas nós marcámos pelos portugueses.

Chega de corridas, entrámos por uma estrada que atravessava uma vinha e aí a paisagem muda logo de cores. De repente fica tudo amarelo, verde e azul e as casas em cor de terra.

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Continuamos a andar até que chegamos a Siena com destino ao centro histórico. À entrada vejo um estacionamento para motas plano, seguido de uma subida íngreme cheia de scooters. A parte plana ainda é longe do centro, e na subida não ia conseguir estacionar as centenas de quilos que a minha mota traz. Ignoro o sinal de proibida a passagem a veículos e outras coisas e continuo, no fim da subida estou de repente no meio de um grupo de 50 ou 60 turistas que andam a pé atrás do guia, e penso “se calhar não é suposto eu estar aqui”. Procuro rapidamente um sítio onde esconder a mota e enfio-me numa rua estreita passando no meio de uma esplanada e muito rapidamente tento estacionar debaixo de um arco onde estava mais escuro. Ali parecia um sítio bom e não iria dar nas vistas. Nisto vem um velhote de bengala e oculos escuros em direcção à parede onde eu tinha escostado e pensei logo “raios que agora tou no caminho de um cego, sou uma pessoa horrível”, mas afinal não era o caso. Assim que o senhor olha para mim balbucia qualquer coisa que não percebi e faz um gesto de como quem está a disparar tiros,… na minha direcção, na minha cara. Depois começou a alternar entre o gesto de “dinheiro” e os “tiros”, e de repende ele dá-me uma pancada das costas, ri-se e vai-se embora com um “ciao”.

Pisgo-me a pé e fico a pensar que se calhar não devia deixar a mota ali, olho para trás e já estão dois tipos de volta dela. E dizem-me eles ao longe, “estamos só a ver”… volto atrás e pergunto-lhes se há problema de deixar ali. Claro que dizem muito prontamente que a policia andava por lá e que a multa era pesada. Indicam-me então o melhor sítio para estacionar – lá em baixo na zona plana. eheh

Depois de voltarmos a subir, desta vez a pé, encontramos muito rapidamente o sítio que me tinha cá trazido – a praça central com a torre de la mangia. Esta praça tal como ouvi um guia turístico a dizer “são notas musicais da arquitectura”. É uma praça que representa uma época política muito diferente, antes de Itália estar unificada, enquanto Siena era ainda a capital da região. Os edifícios seguem um desenho muito cuidado e com alguns detalhes muito giros.

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Eu queria subir à torre, mas como as escadas são muito estreitas, um grupo de pessoas só pode subir depois de todos os do grupo anterior descerem. Como bom turista esperei 20 minutos de pé num fila, pelo grupo de reformados americanos que ali andavam e vinham num cruzeiro pelo mediterrâneo. Quando pudemos começar a subir é que percebi a dificuldade. São cerca de 80 degraus, mas duros de subir e sempre a a rodar para a direita. Primeiro vem o cansaço, depois a tontura. E depois chega-se ao  topo para uma das melhores vistas panorâmicas.

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Continuámos o resto da tarde por Siena, visitando alguns locais de culto.

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Dali para fora traçamos destino para Fiuggi. 300 km para Sul. Apanhámos a A1 Italiana, onde reina a mesma confusão ao volante que já tínhamos resenciado, mas com mais velocidade. Não percebi se o limite de velocidade era 110 ou 120 até porque não vi um único sinal de limite. Mas claramente ninguém anda a essas velocidades. A certa altura já perto de Roma, onde o trânsito ficou mais denso, reparo que salta de um carro um lenço preto e que se eleva no ar e fica a pairar por cima da faixa em que íamos. Pensei mais ou menos isto “olha um lenço preto a voar e a vir na minha direcção, vou-me baixar ligeiramente porque não quero que me acerte, … já está mesmo perto… aquilo não é um lenço… F$!”-S3 aquilo é um pneu rasgado”   e certamente que nos tería acertado se estivessemos 2 metros mais atrás.

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Entretanto chegou a nossa saída e pagámos por 300 km de possivelmente uma das melhores AE’s de Itália: 13 euros. Lisboa-Porto custa o dobro?

Fiuggi foi uma autêntica surpresa, porque não sabíamos nada sobre esta vila, e apenas a escolhemos como ponto de dormida, mas trata-se de uma vila termal com história e com um centro histórico muito bem preservado.

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Os donos do hotel onde fiquei foram do mais simpático que já vi. Vieram-me receber à chegada e assim que disse o meu nome ouvi “ah de Portugal! fabuloso!”. Depois de perguntar se podia estacionar ali à porta, não só disseram que sim, como ainda insitiram para que estacionasse na zona privada/coberta da casa deles. Um hotel gerido por uma família e fomos tratados como se estivessemos em família. (Hotel Verdi – Fiuggi). As nossas noites têm terminado gastronomicamente bem compostas, por isso nada como repetir o prato das ultimas 2 noites – pizza. Mas desta vez acompanhado de um Chianti que nos deixou a rir para o resto da noite.